Hoje vi uma foto, alguns sabem, tenho uma relação atroz, mas cordial com as imagens. Daquela tinha avistado tudo que era possível em uma foto, as ações, estava lá em suas etapas físicas. Uma antes, talvez duas depois, estaria eu lá, na própria foto.
Na imagem havia uma pessoa, as formas dos olhos bem abertos, quase reprimidos pelas maças do rosto, combinavam com a boca que tendia ao céu; a hipótese mais provável pede palavras como entusiasmo, espontaneidade, liberdade e redundância. Eu estava lá, não era a primeira vez, mas ainda não tinha notado, não dessa forma.
A foto que vi hoje também me continha aos poucos, não é possível ver a olhos nus, mas eu estava lá. Eu estava, mas só me dei conta agora, vendo a imagem na qual eu não sou visível, mas onde eu era viável. Reparei nos olhos apertados pelo sorriso, pensei na história interessante que aquilo continha, tempo, espaço, os cheiros, os risos e o pó, seus personagens. Aquela imagem era a mentira mais honesta que já havia me contado, era tão real que só foi possível constatar na imagem.
A foto ainda existe, mas os personagens não, eu estive lá, mas já não sou mais viável, hoje olho para a imagem e não vejo mais ninguém, se não algo que me lembra das coisas que eu vou sentir falta. http://twitpic.com/ptaas
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Os poetas é que são felizes
Dos desejos maiores, tornar-me poeta é dos mais distantes. Já fui mais conformado com isso, mas há momentos em que o desejo me atropela pela urgência. Queria ser poeta para tocar os corações mais reclusos, assim minha verdade ganharia o status necessário para merecer ser lida. Assim, ganharia eu status necessário para poder não estar absolutamente errado.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Balela
Com tudo aquilo que não foi dito poderia preencher o mundo, um dos pequenos, obviamente. Confio tanto na palavra quanto confio nas fotos que me mostram. Só confio nas imagens e nas frases que vem de mim, sei que elas são honestas quando mentem, o fazem descaradamente, principalmente as que eu publico.
Não sou proveito, muito menos fama.
Eu não sou pop, eu não sou hype. Não repito os mantras, não sou intelectual, não sou do bem, não sou do mal. Sou tão nada que chego a ser inconveniente. Sinto como se fosse uma vergonha, não só meu verbo, eu sou inviável. Sorria, mas não muito para não aparecer.
Assinar:
Postagens (Atom)